sexta-feira, 18 de outubro de 2013

24. Um homem de sorte (18/06)

Um homem de sorte
(The lucky one)

Direção: Scott Hicks

Elenco: Zac Efron, Taylor Schilling, Blythe Danner

Sinopse: Durante uma incursão ao Iraque, Logan se salva de um ataque à bomba e encontra a foto de uma mulher desconhecida, que começa a carregar na carteira e considera seu amuleto da sorte. Depois de voltar, ele decide ir em busca dela e acaba trabalhando em seu canil.


Opinião da Maria: O que se pode dizer quando é lançado OUTRO filme baseado em um livro do Nicholas Sparks? Bom, vamos assistir, é um filme completamente desnecessário, mas tem 50% de chance de ser bom. Pois, não é! A história é previsível, os personagens não têm personalidade (apesar de serem bons atores, Schilling está se destacando em "Orange is the new black") e quem já tá cheio de cenas de beijo na chuva põe o dedo aqui. Daqui em diante, só vejo um filme do Sparks se tiver o Channing Tatum, a Rachel McAdams ou o Ryan Gosling, qualquer outra coisa é perda de tempo e de paciência.

Opinião do Misael: Eu poderia estar matando, roubando, mas não, eu dei uma chance para os filmes de Nicholas Sparks, alguns anos atrás, e me surpreendi com os interessantes Querido John e Diários de uma Paixão, que mostravam a tirania feminina pelo ponto de vista dos olhos dos inocentes protagonistas masculinos, usados e torturados por não a) oferecerem condição monetária estável; b) agradarem os costumes refinados e elitistas dos sogros. Difícil não se identificar. Além disso, as histórias tinham personagens interessantes e diretores que eram, ao menos competentes. Tudo que Um Homem de Sorte não tem. A premissa é boa, mas o filme é cansativo, cheio de clichês (tanto de trama quanto de efeitos de fotografia) e tem protagonistas sem química. Finaliza de forma digna dos filmes de baixo orçamento exibidos na Sessão da Tarde, que provavelmente será seu destino mais óbvio.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

22. Um método perigoso (17/06)

Um método perigoso
(a dangerous method)

Direção: David Cronenberg

Elenco: Michael Fassbender, Vigo Mortensen, Kiera Knightley

Sinopse: A história gira em torno de Carl Jung, sua relação com Freud, até as desavenças a respeito dos caminhos da psicanálise, e o relacionamento com uma de suas pacientes.


Opinião da Maria: David Cronenberg é um ótimo diretor, disto ninguém tem dúvida, mas "Um método perigoso" é às vezes tão intricado que não consigo ver como uma pessoa leiga pode aproveitar a história. Até eu, que gosto de psicologia, da história da psicanálise e de Freud, me perdi na maioria das conversas e fiquei extremamente entediada em vários momentos. Deixando a história de lado, a fotografia é maravilhosa, Fassbender tem outra atuação impecável e Vigo Mortensen está quase irreconhecível. Mas como nem tudo são flores, esta deve ser a atuação mais irritante de Kiera Knightley até o momento, eu ficava torcendo pra personagem dela morrer só pra não ver ela se contorcer.

Opinião do Misael: Distante das raízes visuais perturbadoras marcantes de seus filmes, Um Método Perigoso aborda a estranha relação da psicologia humana com diálogos verborrágicos que afastam o espectador que não tem um mínimo de entendimento do assunto. Para quem gosta do tema, é um prato cheio de discussões dos pais da psicanálise usando um paciente em comum, representado pela atriz Keira Knightley. A forma como a relação entre psicanalista e paciente acaba se emaranhando e confundindo se reflete aos poucos na personalidade de Jung (Fassbender) em contraste com figura quase imutável de Freud (em uma interpretação firme de Mortensen). Querendo ou não, Cronenberg mexe com os brios novamente. Só que desta vez, é no cérebro e não no estômago.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

21. Jack, o caçador de gigantes (16/06)

Jack, o caçador de gigantes
(Jack, the giant slayer) 

Direção: Bryan Singer

Elenco: Nicholas HoultEleanor TomlinsonEwan McGregor, Stanley Tucci

Sinopse: Jack tenta salvar a princesa e o reino das garras dos gigantes quando, acidentalmente, molha um dos feijões mágicos e abre o caminho entre os dois mundos. 


Opinião da Maria: Ai, ai, como falar deste filme sem ser muito ofensiva... Jack, o caçador de gigantes é só mais um da onda de "recriações de contos de fada", como o péssimo João e Maria e o não tão péssimo Oz, que junto com os filmes pós apocalípticos onde a terra perdeu e ficou devastada, são a hype do momento. Bryan Singer é um ótimo diretor e Nicholas Holt um bom ator, mas o roteiro e os efeitos matam a história, que acaba pecando no clichê e na pieguice. Mas tudo tem um lado bom e Ewan McGregor é o deste filme.

Opinião do Misael: Em algum momento, entre X-Men 2 e suas mais recentes produções, Bryan Singer perdeu o foco. Jack é, sem dúvida nenhuma, o pior filme do diretor que já levou o Oscar de Melhor Roteiro por Os Suspeitos. Estranho, visualmente bizarro, com efeitos destoantes, atuações estapafúrdias e uma trama que tenta imitar o sucesso da onda de remodelação de contos de fada em que o cinema passa, o filme passa longe de ser uma diversão despretensiosa. Exagera no humor desnecessário, tem um protagonista nada carismático e um elenco mal utilizado. Algo salva o filme do total desastre? Não. A duração é excessiva, as reviravoltas  previsíveis e mal explicadas. Vou parando por aqui, porque continuar malhando Jack é chover no molhado.

domingo, 4 de agosto de 2013

20. Sete dias com Marilyn (14/06)

Sete dias com Marilyn
(My week with Marylin)

DireçãoSimon Curtis

Elenco: Michelle WilliamsEddie RedmayneJulia OrmondKenneth Branagh 

Sinopse: O filme acompanha um jovem que consegue uma vaga na produção do novo filme de Marilyn Monroe, The prince and the showgirl, e acaba se apaixonando pela atriz.  

Opinião da Maria: Sete dias com Marilyn é o tipo de filme que dá uma dor no coração. Você que manter na mente aquela imagem da Marilyn alegre, linda e talentosa que percebe nos filmes, mas tudo que vê é a insegurança e a auto destruição de um ícone. Apesar de o filme ser baseado em apenas um ponto de vista e existirem controvérsias sobre a veracidade de histórias contadas tanto tempo depois que aconteceram, após ver este filme, a percepção de Marilyn como pessoa nunca mais será a mesma e Sir Lawrence Olivier perde mais dois espectadores.  

Opinião do Misael: Se já existiu uma pessoa com maior carisma e tão magnética quando Marilyn Monroe, essa pessoa só pode ter sido Marilyn Monroe. E, mesmo assim, as pessoas conseguiam odiá-la. Lawrence Olivier conseguiu essa proeza durante a produção de The prince and the showgirl. Em Sete Dias Com Marilyn essa relação e os bastidores cruéis do filme são suavizados para não destruir com a figura mítica de Olivier que, conta a história, se referia à atriz como "bitch" para os colegas. Em compensação, as atuações competentes de Michele Williams (tão bela e inocente, mas jamais, tão perfeita quanto a original) e de Kenneth Brannagh elevam o nível da produção. Ademais a fidelidade histórica do filme aos detalhes interessam aos fãs da atriz. As atuações apagadas do protagonista e de Emma Watson e o final que beira o piegas tiram um pouco do brilho, mas não estragam a experiência. 

19. O mágico (14/06)

O mágico
(L'Illusionniste)

DireçãoSylvain Chomet

Elenco: Jean-Claude Donda

Sinopse: O filme acompanha um mágico que se vê obrigado a viajar de cidade em cidade para continuar trabalhando. Em uma destas cidades ele encontra uma garota que decide segui-lo por acreditar que é um mágico de verdade. 

Opinião da Maria: Visualmente, O mágico (assim como o filme anterior do diretor, As bicicletas de Belleville) dá de 10 a zero em qualquer filme produzido por empresas grandes e famosas, mas a melancolia da história e o final agridoce deixam uma sensação ruim que parece até errada em uma animação.

Opinião do Misael: Causa estranheza assistir a uma animação francesa como As Bicicletas de Belleville, mas O Mágico, segunda animação do diretor, compositor e animador Sylvain Chomet atinge um nível de beleza estética e narrativa tão grande que arrasa com o espectador. Novamente, um filme que não precisa de diálogos, mas consegue expressar na animação fluida de seus personagens, sentimentos e relações universais e íntimas. É linda, é triste, é uma animação francesa de alta qualidade.

18.O inverno da alma (13/06)

O inverno da alma
(Winter's bone)

Direção: Debra Granik

Elenco: Jennifer LawrenceJohn HawkesKevin Breznahan 

Sinopse: A adolescente Ree, que cuida de sua casa e dois irmãos, tem de achar seu pai para não perder a casa onde moram.



Opinião da Maria: Na época de lançamento, o filme atraiu muita atenção, especialmente da crítica, rendendo até uma indicação ao Oscar para Jennifer Lawrence. Isto foi em 2011. Assisti-lo agora não foi impactante (não sei se a dois anos atrás seria), a atuação de Lawrence é ótima, e da pra sentir a angústia dela, por não encontrar o pai, ter que cuidar da mãe doente, não ter comida e estar cercada por "parentes" criminosos que não lhe dizem o quer saber, mas críticas que apontam a originalidade do filme, para mim, são infundadas, ele me parece uma versão mais fraca de Rio Congelado.

Opinião do Misael: O bafafa que Inverno da Alma fez no Oscar 2010 sempre me fez pensar que o filme independente fosse uma daquelas histórias que acabam com seu dia. É um bom filme, com uma trama interessante e, sim, humanamente horrenda, mas passa longe de ser um feel bad movie e muito mais longe de ser um filme marcante cinematograficamente. A despeito de tudo isso, revelou a ótima Jennifer Lawrence.

     

quarta-feira, 17 de julho de 2013

17.Super (13/06)

Super
(Super)

Direção: James Gunn (II)

Elenco: Rainn WilsonEllen PageLiv Tyler, Kevin Bacon

Sinopse: Depois de sua mulher o deixar por um traficante, Frank resolve virar um super herói e resgatá-la do vilão. 



Opinião da Maria: Eu adoro o Rainn Wilson, a maioria dos fãs de The office adoram, e ele é o motivo pelo qual assistimos a esse filme bizarro. A sinopse parece simples, mas é brutal, ele apanha, leva tiros, facadas e mata uma pá de gente. O filme tem seus momentos, como a participação hilária de Nathan Fillion e as primeiras tentativas falhas de heroísmo, mas o filme tem muito mais tristeza do que ação e à partir da entrada da personagem de Ellen Page (pela qual temos uma antipatia excepcional) ele começa a se tornar insuportável. Aguentar até a cena final de ação compensa, mas deixa um gosto amargo na boca.

Opinião Misael: Rain Wilson aposta em um papel dramático, em um filme independente (que fica bem claro pelas opções estéticas do diretor novato), que consegue ser mais impactante e psicologicamente violento que o maquiado Kick-Ass. Existe uma dualidade na história: enquanto a trilha sonora e a edição parecem enaltecer o herói em suas missões, a sensação que fica para o espectador é que os protagonistas são apenas pessoas com sérios problemas psicológicos. Até a atuação esquizofrênica da horrível Ellen Page se salva no filme e tem momentos que beiram a bizarrice. Mas talvez, por mexer tanto com os conceitos de filmes de super-heróis que Super vai além e conquista seu lugar ao sol.