quarta-feira, 17 de julho de 2013

17.Super (13/06)

Super
(Super)

Direção: James Gunn (II)

Elenco: Rainn WilsonEllen PageLiv Tyler, Kevin Bacon

Sinopse: Depois de sua mulher o deixar por um traficante, Frank resolve virar um super herói e resgatá-la do vilão. 



Opinião da Maria: Eu adoro o Rainn Wilson, a maioria dos fãs de The office adoram, e ele é o motivo pelo qual assistimos a esse filme bizarro. A sinopse parece simples, mas é brutal, ele apanha, leva tiros, facadas e mata uma pá de gente. O filme tem seus momentos, como a participação hilária de Nathan Fillion e as primeiras tentativas falhas de heroísmo, mas o filme tem muito mais tristeza do que ação e à partir da entrada da personagem de Ellen Page (pela qual temos uma antipatia excepcional) ele começa a se tornar insuportável. Aguentar até a cena final de ação compensa, mas deixa um gosto amargo na boca.

Opinião Misael: Rain Wilson aposta em um papel dramático, em um filme independente (que fica bem claro pelas opções estéticas do diretor novato), que consegue ser mais impactante e psicologicamente violento que o maquiado Kick-Ass. Existe uma dualidade na história: enquanto a trilha sonora e a edição parecem enaltecer o herói em suas missões, a sensação que fica para o espectador é que os protagonistas são apenas pessoas com sérios problemas psicológicos. Até a atuação esquizofrênica da horrível Ellen Page se salva no filme e tem momentos que beiram a bizarrice. Mas talvez, por mexer tanto com os conceitos de filmes de super-heróis que Super vai além e conquista seu lugar ao sol.     

quinta-feira, 11 de julho de 2013

16. Se beber não case 3 (11/06)

Se beber não case parte 3
(The hangover part III)

Direção: Todd Phillips

Elenco: Bradley CooperEd HelmsZach Galifianakis 

Sinopse: Phil, Stu e Doug fazem uma viagem para levar Alan a um centro de recuperação. No meio do caminho, são abordados por criminoso de Las Vegas que toma Doug como refém e obriga os três a irem atrás de Chow.

Opinião da Maria: Quando um filme chega em sua parte 3 (e final), é esperada uma história boa e bem estruturada, para dar um fechamento honrado para personagens já conhecidos e "amados", afinal de contas, em uma sequência de filmes, o primeiro é o original que deu sucesso á franquia, o segundo traz elementos do primeiro, mas se desenvolve de forma diferente e o terceiro é completamente diferente e aponta o fim (geralmente). Mas a trilogia 'se beber não case' traz os dois primeiros filmes exatamente iguais (só em países diferentes) e este terceiro tenta fazer uma volta ao princípio, mas só consegue inserções forçadas de personagens conhecidos e uma total falta de empatia pelo trio principal. Eles deviam ter parado no primeiro e se dado por satisfeitos.   

Opinião Misael: Se o primeiro Hangover fez sucesso com sua ousadia de tentar uma comédia para maiores de 18 anos e situações épicas de seus protagonistas e sua continuação tentou apenas emular o efeito do original, a terceira parte da rentável franquia entristece pela falta de grandes cenas e sem a mesma ousadia, preferindo apostar no fator emocional da ligação dos espectadores com os personagens. Felizmente, Zach Galifianakis pode enterrar o personagem que vem repetindo em todos os filmes que faz desde o começo da franquia.

15. Uma ladra sem limites (10/06)

Uma ladra sem limites
(Identity thief)

DireçãoSeth Gordon

Elenco: Melissa McCarthyJason BatemanAmanda Peet

Sinopse: Pai de família descobre que sua identidade foi roubada e resolve ir buscara ladra para trazê-la à justiça.




Opinião da Maria: Jason Bateman e Melissa McCarthy são dois nomes fortes da comédia americana atual, mas nesse filme estilo road trip, com roteiro clichê e situações horríveis, o talento dos dois é completamente desperdiçado. Os dois fazem os papéis de sempre: Bateman é o homem de negócios sério, voltado para a família, que é obrigado a sair de sua zona de conforto; McCarthy é a personagem espalhafatosa, exuberante e vergonha alheia. Nada de novo, então pra que assistir?


Opinião Misael: A comédia é um gênero que precisa que tem no ritmo sua maior força. Ritmo de saber ligar no tempo certo uma piada na outra, extraindo o maior humor possível de uma situação, sem se alongar desnecessariamente. O seriado animado Archer talvez seja o melhor exemplo dessa qualidade: são situações que vão se potencializando sem dar tempo para o espectador respirar, mas tem um limite e respeitam esse limite, permitindo que não fique cansativo. Essa explicação um pouco longa é necessária para dizer que Uma Ladra Sem Limites extrapola seu tempo de duração, extrapola o bom senso, exagera nas situações caóticas para contar a mesma história de sempre e ser um poço vazio de clichês e más atuações de um bom elenco e um diretor que deixou os acertos de seu primeiro filme subirem à cabeça.

domingo, 7 de julho de 2013

14. O mestre (09/06)

O mestre
(The master)

Direção: Paul Thomas Anderson

Elenco: Joaquin PhoenixPhilip Seymour HoffmanAmy Adams 

Sinopse: O filme narra a história de um marinheiro que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, se vê lidando com seus próprios demônios e acaba se envolvendo com o líder de uma organização religiosa que tenta ajudá-lo a se curar de seus problemas.


Opinião da Maria: Não sei se eu gostei ou não desse filme. O diretor é bom e o elenco é ótimo (apesar de eu não gostar muito do Joaquim Phoenix), mas algo em histórias sobre personagens erráticos que progressivamente se afundam em seus vícios e só fazem as escolhas erradas me deixam um tanto angustiada. No fim, a sensação que eu tive o tempo todo foi de que eu já tinha visto esse filme antes. 

Opinião do Misael: Paul Thomas Anderson é um diretor-autor que se destaca no cinema atual. Suas produções de esmero estético, sonoro e a direção firme de seu elenco, o põe na posição invejável de gênio. Basta assistir a atuação hipnotizante de seus personagens. De Daniel Day-Lewis em Sangue Negro a Phillip Seymour Hoffmann e Joaquim Phoenix em O Mestre. Tudo colabora para tornar completamente imersiva a presença do espectador na história. É uma grande injustiça o filme ter sido esnobado no Oscar, mas é uma situação já vivenciada pelo diretor em todas as suas outras produções. Desde que ele não se importe e continue fazendo bom cinema, nós também não nos importaremos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

13. O lugar onde tudo termina (09/06)

O lugar onde tudo termina
(The place beyond the pines)

Direção: Derek Cianfrance

Elenco: Ryan GoslingBradley CooperEva Mendes 

Sinopse: O filme conta a história de um motociclista que morre ao tentar roubar um banco e as consequencias de sua morte na vida de seu filho e do policial que o matou.


Opinião da Maria: o filme é um soco no estômago, com um clima de tristeza durante toda a tama. Bradley Cooper e Ryan Gosling mostram que, além de serem rostinhos bonitos, são atores brilhantes e o elenco jovem da terceira parte não faz feio. É um dos filmes que se deve ver em 2013, mas não vá assistir esperando finais felizes.   

Opinião do Misael: Um choque. Só assim para definir  O Lugar Onde Tudo Termina. Três histórias que transitam por gêneros diferentes chegando ao ápice em um terceiro ato angustiante. Atuações brilhantes dos protagonistas e uma trama que não deve ser muito comentada para preservar a integridade do espectador, fazem desse filme uma das melhores experiências do ano.

12. Segredos de sangue (09/06)

Segredos de sangue
(Stoker)

Direção: Park Chan-wook

Elenco: Mia Wasikowska Nicole KidmanMatthew Goode 

Sinopse: Após a estranha morte de seu pai, garota tem de lidar com a presença de um tio que nunca conheceu e impulsos que aflorescem com sua chegada.


Opinião da Maria: segredos de sangue é um daqueles filmes perturbadores, que ao mesmo tempo que tu não quer mais assistir, não consegue tirar os olhos da tela. O filme é permeado por cenas estranhas e constrangedoras que lembram Lars Von Trier e as atuações do trio principal são impecáveis. O debut de Park Chan-wook em solo americano não deixa a desejar, ele cria uma atmosfera de estranheza durante toda a trama, que culmina em um climax não tão original, mas que não perde nada por isso. 

Opinião do Misael: Como fã do diretor sul-coreano Park Chan-Wook, torci o nariz para as primeiras notícias de seu filme hollywoodiano. Apesar da filmografia impecável que inclui a Trilogia da Vingança e do ótimo Sede de Sangue, migrar um cinema reflexivo, pontuado e esteticamente culturalizado pelo Oriente para um padrão de cinema completamente diferente poderia representar um retrocesso. Felizmente, o resultado foi surpreendente. Denso, perturbador e com uma linguagem completamente mixada com o passado do diretor, o filme extrai boas atuações do trio de protagonistas. As tomadas e movimentações da câmera, que nos outros filmes era basicamente estática, agora desliza pelos cenários e se foca nos detalhes dos personagens, mais do que a composição de toda a cena. O roteiro de Wentworth Miller (o protagonista de Prison Break), que inclusive insistiu pela direção de Park também sabe explorar as dualidades da trama e intrigar o público. Uma deliciosa experiência que consegue chocar e tirar seu público da zona de conforto.