sexta-feira, 28 de junho de 2013

11. Meu namorado é um zumbi (07/06)


Meu namorado é um zumbi
(Warm bodies)

Direção: Jonathan Levine

Elenco: Nicholas HoultTeresa PalmerAnaleigh Tipton Rob Corddry John Malkovich

Sinopse: Em um futuro pós apocalipse zumbi, um dos mortos-vivos começa a recriar consciênca e, depois de comer o cérebro de um jovem, se vê interessado por sua namorada.  

Opinião da Maria: quem tem acompanhado o desenvolvimento e crescente popularidade dos zumbis não vai ficar chocado com a sinopse desse filme, afinal, só faltava mesmo os zumbis falarem! Mas ao contrário de modernizações de outros monstros, como os vampiros, por exemplo, que caíram no ridículo tamanha a pieguice, Meu namorado é um zumbi é a história (bastante engraçada até) de um zumbi que aprendeu a ser humano novamente e deixa o amor intenso, impenetrável, única coisa que vale a pena no mundo, para outras franquias. Tá que a noção de que o amor e a amizade podem reverter o processo de putrefação de uma pessoa é estapafúrdia, mas ela já estava morta e caminhando por ai como se estivesse viva mesmo, então porque não?  

Opinião do Misael: Zumbis foram o tema moda de 2012. Das séries de TV para os cinemas, passando pela literatura e dominando a cultura pop. Faltava só a comédia romântica. Não falta mais. Por mais absurda que possa parecer a premissa (e ela continua absurda mesmo após as explicações do filme), Sangue Quente tem bons momentos pela boa relação entre os atores, as referências ao universo zumbi, a crítica a sociedade individualista (que sempre foi presente nos filmes do gênero). Infelizmente, seu lado comédia romântica é bastante inverossímil e as viradas finais da trama não convencem.

10. Os selvagens da noite (06/06)

Os selvagens da noite
(The Warriors)

Direção: Walter Hill 

Elenco: Michael Beck, James Remar, Dorsey Wright , Brian Tyler

Sinopse: Representantes de uma gangue de Long Island são acusados de matar o líder de todas as gangues em convenção no Brooklyn e tem que tentar sobreviver à perseguição de outros grupos para conseguirem voltar ilesos ao seu território. 


Opinião da Maria: se eu tivesse visto esse filme quando criança, provavelmente viraria um clássico de infância, tem todos os elementos de um filme de aventura: mocinhos acusados de algum crime que não cometeram, fuga de vilões, aventuras para voltar para a casa e segurança. Mas a minha mãe nunca ia me deixar assistir. A impressão que tenho de The warriors, conhecendo agora, é que é uma mistura de "hair" com "o mágico inesquecível" e uma pitada do medo que os americanos tem de que o país vai ser dominado por gangues. Fiquei esperando o tempo todo um número de dança.

Opinião do Misael: tem filmes que são clássicos por sua complexidade, relevância, estética e importância para o cinema. Tem outros que são clássicos porque sabem chutar uma bunda. The Warriors é a clássica história de um grupo perdido atrás das linhas inimigas que tem que chegar vivo em casa. E faz isso de forma estilosa. Seja pelas bizarras gangues que são encontradas pelo caminho, pelas frases de efeito e tomadas estilosas, o filme se sagrou um clássico dos anos 70 que permanece impactante e divertido quase 40 anos depois.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

9. Selvagens (06/06)

Selvagens
(Savages)


Direção: Oliver Stone

Elenco: Taylor KitschAaron Taylor-JohnsonBlake Lively, Salma Hayek, Benicio del Toro, John Travolta.

Sinopse: O cartel mexicano quer incorporar o negócio de maconha de Ben e Chon e para isso sequestram sua namorada, O. Para conseguí-la de volta eles vão fazer o que for preciso.


Opinião da Maria: Quando me deparo com um filme sobre traficantes, dirigido por Oliver Stone, o que passa pela minha cabeça é "bah, deve ser um baita filme!", mas Selvagens não impressiona. O trio principal é mais beleza do que atuação e o trio coadjuvante é pura caricatura de atores que um dia foram grandes. Apesar de algumas cenas interessantes, o final deixou, para mim pelo menos, um gosto de incerteza, pois não ficou claro (de novo, para mim) exatamente o que aconteceu.

Opinião do Misael: Trio de protagonistas sem química, antagonista sem personalidade e um diretor superestimado. Faz algum tempo que Oliver Stone vive só do nome e, apesar do elenco cheio de atores conhecidos, o resultado é apático e quase sem sal. Benicio del Toro consegue dar um pouco de vida ao filme em seu papel aterrador, mas não adianta. O final consegue mandar o pouco de dignidade da trama pelo ralo, com uma visão otimista para os protagonistas e decepcionante para os espectadores.

8. VIPs (05/06)

VIPs


DireçãoToniko Melo

Elenco: Wagner MouraJuliano Cazarré

Sinopse: Marcelo quer ser piloto de avião, foge de casa, aprende a pilotar e acaba virando piloto para traficantes. Quando é preso, tem que voltar para casa e resolve se passar por um dos donos da empresa Gol.



Opinião da Maria: Não foi fácil prestar atenção neste filme. Nem o carisma de Wagner Moura salva, na verdade estraga, com sua tentativa equivocada de interpretar um adolescente e mais uma performance de Legião Urbana. Mas à partir da parte em que ele decide se fazer passar pelo executivo da Gol e realmente acredita que é tal pessoa, assim revelando que seus problemas não são somente de caráter, não fica tão ruim de assistir. Mesmo assim, o filme tenta se sustentar somente em Moura, o que acaba não funcionando.

Opinião do Misael: Aquela ideia que brasileiro tem de endeusar criminosos no cinema, ao menos aqui tem um olhar crítico não apenas do que leva alguém a infringir a lei, mas da sociedade do espetáculo que só deixa o indivíduo "ser" alguém se ele for rico ou famoso. O final instigante de Vips pode não ser perfeito mas ao menos é corajoso o suficiente para lidar com suas falhas sem a pretensão de justificar o seu protagonista

7. Os homens preferem as loiras (04/06)

Os homens preferem as loiras
(Gentlemen prefer blondes)


Direção: Howard Hawks

Elenco: Jane RussellMarilyn MonroeCharles Coburn

Sinopse: Lorelei e Dorothy são dançarinas de cabaret. As duas embarcam em um cruzeiro rumo à Paris, onde Lorelei se casará com um homem rico, mas um detetive contratado por seu sogro vai mudar seus planos. E o de sua amiga. 

Opinião da Maria: É difícil acreditar que filmes como esse tenham sido feitos. Hoje em dia é impensável que um roteiro tão ingênuo poderia ser feito, mas é exatamente isso que torna esse filme tão mágico. Isso e Marilyn Monroe. A beleza e magnetismo da atriz iluminam tudo que ela fez.  Os destaques vão para a cena do julgamento e a do casamento duplo, que de tão esdrúxulas, são cativantes.


Opinião do Misael: Assistir a filmes como este só reforça o nível mítico que Marilyn Monroe atingiu como sex symbol, lenda do cinema e ícone da cultura pop. Os homens preferem as loiras parece ser feito exclusivamente para mostrar a beleza e o talento magnético da atriz e, se isso não for o suficiente, o número musical Diamonds are a Girl's Best Friend vai mudar sua opinião. O filme ainda tem uma forte crítica social aos estereótipos e uma divertida história secundária.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

6. Os olhos de Julia (04/06)

Os olhos de Julia
(Los ojos de Julia)

Direção: Guillem Morales 

Elenco: Belén Rueda, Lluís Homar, Pablo Derqui, Francesc Orella

Sinopse: Julia e Sara são gêmeas que sofrem da mesma doença degenerativa que as está deixando cegas. Quando Sara se mata, Julia tem a certeza de que ela foi morta e vai à procura do assassino ao mesmo tempo que tenta lidar com a perspectiva de que logo perderá a visão.

Opinião da Maria: Filmes de terror espanhóis tem uma atmosfera especial que não se encontra nos americanos. Os momentos de tensão são exacerbados pela constante escuridão que te dá a impressão de também estar ficando cego. A grande sacada do filme é que quando Julia passa pela cirurgia que a deixará curada, ela passa por seu período de cegueira, e o telespectador também. Não se vê um rosto, somente as vozes e a ansiedade aumenta. Tradicionalmente os espanhóis não tem dó com seus personagens principais na hora do desfecho, mas o final piegas de "Os olhos de Julia" quase acaba com a experiência do horror.

Opinião do Misael: É bom assistir um filme que consiga se desprender dos clichês do gênero ou que saiba utilizá-los de uma forma competente. Os Olhos de Julia pode não ser um marco revolucionário, mas tem sacadas que brincam com o sobrenatural e soluções de fotografia que mostram o que é pensar fora dos padrões. Se o começo parece desandar para um filme bobo de paranoia, a metade final que cega a protagonista, também ajuda a cegar o espectador ao esconder o rosto das pessoas que interagem com a personagem até a revelação final do assassino. O que poderia acabar com um corre-corre de gato e rato, se transforma então numa das cenas mais tensas do cinema de suspense atual e bebe direto de Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock: o flash da câmera é a única iluminação da cena, mas aqui, ele funciona contra a vítima. O final piegas destoa um pouco do resto do filme, mas a viagem vale a pena.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

5. Oz, mágico e poderoso (03/06)

Oz, mágico e poderoso
(Oz, the great and powerful)

Direção: Sam Raimi

Elenco: James Franco, Michelle Williams, Mila Kunis, Rachel Weisz, Zach Braff

Sinopse: Oscar Diggs é um mágico salafrário que foge em um balão durante um tornado e acaba na mágica terra de Oz. Lá ele tenta ajudar Glinda a livrar o reno das bruxas más.

Opinão da Maria: Eu queria muito não gostar desse filme. Primeiro por que parece errado recontar a história de Oz (apesar de não ter nada a ver com o original da década de 30) e segundo por que filmes que tem cenários predominantemente em CG (como a Alice de Tim Burton) realmente me incomodam. Mas me surpreendi. O começo em preto e branco reminiscente ao filme de Fleming é muito interessante e apesar de alguns movimentos de câmera e atuações exageradas na chegada à Oz, quando o personagem principal sai em sua  quest para matar a 'bruxa má', o filme dá uma guinada para melhor. O destaque vai para a história de origem da Bruxá Má do Oeste e o ponto decepcionante é essa insistência do cinema de fantasia atual de enfiar a 'profecia do escolhido' em tudo que é filme.


MEDO
Opinião do Misael: O que parecia uma viagem rumo ao inferno do tédio e da tosquice,

conseguiu terminar de forma divertida e boa para perder uma tarde de domingo. Infelizmente, o estilo caricato do diretor Sam Raimi acaba sendo um tiro pela culatra nessa versão da historia de Oz, e destrói um elenco que em outras mãos poderia ser bem aproveitado. De longe, a atuação de James Franco é tinhosa, com momentos de vergonha alheia involuntária. O macaco voador em CG parece ter saído de um filme ruim dos anos 2000. Só a partir da metade, com a transformação de Mila Kunis na Bruxa Má do Oeste é que o filme engrena e dá um final mais digno à produção. Consegue ser, ao menos, melhor que o esquecível Alice de Tim Burton




4. O último exorcismo parte 2 (03/06)


O último exorcismo parte 2

(The last exorcism part II)

Direção: Ed Gass-Donnelly 

ElencoAshley BellJulia GarnerSpencer Treat Clark

Sinopse: Nell consegue escapar do incêndio que matou sua família e os membros do culto que queriam que ela desse a luz a um demônio. Sem memória do ocorrido, ela é enviada para uma lar de meninas e tenta recomeçar sua vida, mas o passado a persegue.


Opinião da Maria: Eu não queria ver o primeiro filme, por que sabia que ia me assustar. Filmes de terro gravados com câmera de mão conseguem dar uma sensação maior de horror, como se você fizesse parte e estivesse junto com a equipe de gravação. A troca para um terror convencional foi um dos pecados cometidos nessa continuação. Os momentos de tensão e medo são poucos, não tem cenas de morte e não tem menina possuída se contorcendo. Mas tem profecia (???) e uma cena final terrível. O filme é basicamente propaganda enganosa e não chega aos pés do primeiro, é o que acontece quando alguém inventa de mexer com a ideia dos outros.

Opinião do Misael: Depois de sair perturbado da sessão do original, não pude deixar de
imaginar que o alto faturamento do filme lançaria uma seqüência.

Sabia que seria uma bomba. Depois do primeiro trailer tive certeza. Mas começamos o projeto dos 365 filmes e Exorcismo 2 acabou entrando. Quase me convenceu do contrário. O começo intrigante perdeu força pela metade do filme quando resvala nos clichês dos filmes de terror barato e após uma cena sem sal com um pouco de gore, nem a satisfação de ver sangue jorrando o filme oferece. O final previsível e deixando gancho para uma seqüência eh a pá de cal que ninguém queria acreditar que aconteceria.


E as líderes de torcida morrem de inveja

3. Sete psicopatas e um shi tzu (1º/06)

Sete psicopatas e um shi tzu
(Seven psycopaths)

DireçãoMartin McDonagh
Elenco: Colin FarrellWoody HarrelsonAbbie Cornish, Sam Rockwell, Christopher Walken. 

Sinopse: Marty é um roteirista que não consegue desenvolver seu novo filme, 'sete psicopatas'. Seu melhor amigo, Billy, é um ator desempregado que sequestra cachorros. Quando Billy e seu parceiro Hans sequestram o shi tzu de um mafioso, os três fogem pro deserto. (sei q a tá esquisito, mas não quero spoilear)

Opinião da Maria: O filme é ótimo! Os atores são fenomenais, com uma menção especial ao Woody Harrelson. O roteiro é bem construído, com bons diálogos e personagens engraçados e bem trabalhados. A linearidade, com a história de cada psicopata entrelaçada com a principal é feita de maneira fluente e interessante, lembrando Tarantino e Guy Ritchie.

Opinião do Misael: Esse é o segundo filme do diretor Martin McDonagh, que estreou com o ótimo Na Mira do Chefe, e segue o mesmo estilo. A trama que abusa da metalinguagem e humor negro, tem interpretações inspiradas de Sam Rockwell, Colin Farrell e Woody Harrelson. Mas quem rouba a cena é Cristopher Walken. É dele os melhores diálogos, é ele o melhor psicopata e é ele o maior destaque deste filme que tem na violência gráfica seu maior achado. Definitivamente, um dos melhores filmes de comédia do ano.

2. Terapia de risco (1º/06)


Terapia de risco
(Side effects)

Direção: Steven Soderbergh
Elenco: Rooney MaraChanning TatumJude Law, Catherine Zeta-Jones

Sinopse: O marido de Emily acabou de sair da prisão. Ela entra em depressão e  tenta se matar. No pronto socorro ela conhece o Dr. Banks, que a prescreve uma droga que lhe causa crises de sonambulismo. Em uma destas crises Emily acidentalmente mata  marido e tem que provar que o culpado é o roemédio.

Opinião da Maria: Os filmes do Soderbergh ficam cada vez melhores. Terapia de risco te faz acreditar em uma coisa, depois te faz desacreditar e aí te faz não ter mais certeza se deve acreditar ou não. Vira uma história de vingança que te deixa com uma sensação de satisfação, como se tudo que acontece no filme tivesse acontecido contigo. Genial. O único contra é que o Channing Tatum mal aparece e já morre.

Não morre Mike!


Opinião do Misael: Terapia de Risco não tem a opulência de um "Onze homens e um segredo", a grandeza de um "Che" ou o experimentalismo de "Confissões de uma garota de programa", mas é um filme de Steven Soderbergh e isso significa elenco de primeiro escalão, domínio técnico e suspense e paranoia do começo ao fim. Não será o título mais importante do diretor mas, como sempre, está muito acima da média.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

1. Se enlouquecer não se apaixone (31/05)


Se enlouquecer não se apaixone
 (It's kind of a funny story)

Direção: Ryan FleckAnna Boden

ElencoKeir GilchristZach GalifianakisEmma Roberts, Viola Davis, Lauren Graham

Sinopse: O filme conta a história de Craig, um adolescente que acha que vai tentar se matar e então resolve se internar na ala psiquátrica de um hospital sem entender completamente o que está fazendo.  
Opinião da Maria: Esse filme é como aquele seu conhecido super simpático que tenta ao máximo ser muito meigo, compreensivo e amável, mas você vê que ele está forçando e não consegue o resultado que procurava. O ator principal é muito bom, e o Zach Galifianakis se segurou pra não ser o Alan de Se beber não case, mas o resto do elenco deixa a desejar. Também sinto que a sinopse oficial deve ter usado a expressão "se mete em muita confusão".
Tenho certeza que muita gente vai gostar, mas, apesar de ter seus momentos, pra mim foi só mais um filme que se esforça demais pra ser indie e cool, mas acaba sendo só pretensioso e vazio. 


Opinião do Misael: Não basta a trilha sonora alternativa e os clichês de outros tantos filmes indies, Se enlouquecer... Tem que carregar a mão nas fantasias do protagonista. Ok, deu pra entender o quão criativo o personagem é e quanto cada atividade desenvolvida pelos psicólogos é libertadora para todos os internos (interessante que só o protagonista sai curado). Falta sutilidade na trama quando o roteiro tenta nos lembrar a cada 5 minutos como o burguesinho sofre com a pressão dos pais. Aliás, é completamente desnecessária a cena de Under Pressure. Cansa também ver o estereótipo do louco mal compreendido, do interesse romântico mal explorado (nunca fica claro o que raios a garota fazia na ala psiquiátrica). Por fim, a retratação das alas psiquiátricas como hotéis mais limpos e funcionais que minha casa é absurda. Um filme feito por gente talentosa mas que falha miseravelmente em seus maneirismos.

Cena  desnecessária.