Os olhos de Julia
(Los ojos de Julia)
Direção: Guillem Morales
Elenco: Belén Rueda, Lluís Homar, Pablo Derqui, Francesc Orella
Sinopse: Julia e Sara são gêmeas que sofrem da mesma doença degenerativa que as está deixando cegas. Quando Sara se mata, Julia tem a certeza de que ela foi morta e vai à procura do assassino ao mesmo tempo que tenta lidar com a perspectiva de que logo perderá a visão.
Opinião da Maria: Filmes de terror espanhóis tem uma atmosfera especial que não se encontra nos americanos. Os momentos de tensão são exacerbados pela constante escuridão que te dá a impressão de também estar ficando cego. A grande sacada do filme é que quando Julia passa pela cirurgia que a deixará curada, ela passa por seu período de cegueira, e o telespectador também. Não se vê um rosto, somente as vozes e a ansiedade aumenta. Tradicionalmente os espanhóis não tem dó com seus personagens principais na hora do desfecho, mas o final piegas de "Os olhos de Julia" quase acaba com a experiência do horror.
Opinião do Misael: É bom assistir um filme que consiga se desprender dos clichês do gênero ou que saiba utilizá-los de uma forma competente. Os Olhos de Julia pode não ser um marco revolucionário, mas tem sacadas que brincam com o sobrenatural e soluções de fotografia que mostram o que é pensar fora dos padrões. Se o começo parece desandar para um filme bobo de paranoia, a metade final que cega a protagonista, também ajuda a cegar o espectador ao esconder o rosto das pessoas que interagem com a personagem até a revelação final do assassino. O que poderia acabar com um corre-corre de gato e rato, se transforma então numa das cenas mais tensas do cinema de suspense atual e bebe direto de Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock: o flash da câmera é a única iluminação da cena, mas aqui, ele funciona contra a vítima. O final piegas destoa um pouco do resto do filme, mas a viagem vale a pena.
Opinião do Misael: É bom assistir um filme que consiga se desprender dos clichês do gênero ou que saiba utilizá-los de uma forma competente. Os Olhos de Julia pode não ser um marco revolucionário, mas tem sacadas que brincam com o sobrenatural e soluções de fotografia que mostram o que é pensar fora dos padrões. Se o começo parece desandar para um filme bobo de paranoia, a metade final que cega a protagonista, também ajuda a cegar o espectador ao esconder o rosto das pessoas que interagem com a personagem até a revelação final do assassino. O que poderia acabar com um corre-corre de gato e rato, se transforma então numa das cenas mais tensas do cinema de suspense atual e bebe direto de Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock: o flash da câmera é a única iluminação da cena, mas aqui, ele funciona contra a vítima. O final piegas destoa um pouco do resto do filme, mas a viagem vale a pena.

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